Ronaldo brilha no mercado publicitário como brilhou no de transferências. Para se ter ideia da mina de ouro que é o Fenômeno, basta compará-lo a Romário, seu antecessor na Seleção Brasileira. O início da trajetória da dupla na Europa foi idêntico – do PSV para o Barcelona. A diferença está nas cifras. Romário saiu da Holanda para a Espanha em 1993. Tinha 27 anos, com uma medalha de prata em Olimpíada (1988), um título da Copa América (1989) e participação na Copa de 90 – que só não foi maior devido a uma lesão. O Barcelona pagou R$ 8,5 milhões pelo Baixinho. Três anos depois, o clube catalão desembolsou quatro vezes mais por um atacante de 20 anos, que não saiu do banco na Copa de 94 e chegou aos Jogos Olímpicos de Atlanta na reserva – ao longo da competição, ganhou a posição que pertencia a Sávio. Os espanhóis sabiam que não se tratava de um jogador qualquer. E lucraram.
Do Barcelona, Ronaldo saiu para o Inter de Milão por R$ 54, 4 milhões, em 97. Em 2002, foram mais de R$ 100 milhões desembolsados pelo Real Madrid. Até hoje, nos tempos em que Fernando Torres custa R$ 133 milhões, a compra do clube merengue figura na lista das maiores da história – é a 11ª.
A saída para o Milan, com Ronaldo já em baixa depois da Copa de 2006, foi bem mais modesta. Custou aproximadamente R$ 18 milhões. Com a lesão no joelho em fevereiro de 2008, o clube italiano não quis renovar seu contrato. O Fenômeno viajou para se tratar no Brasil, usou instalações do Flamengo, mas fechou com o Corinthians no início de 2009. Como o jogador estava sem contrato, não houve pagamento pela transfe



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